O ano letivo de 2014, terá mudanças em seu calendário, para garantir que a realização da Copa do Mundo não interfira nas aulas, e que alunos e professores possam acompanhar os jogos da Copa sem se preocuparem com a Escola.
As aulas iniciarão antes, o ano letivo começará no dia 27 de janeiro.
As férias, também foram antecipadas, serão entre os dias 12 de junho (dia dos namorados) e 11 de julho.
O recesso escolar será entre os dias 13 e 20 de outubro.
Assim, a SEE consegue garantir os 200 dias letivos, sem se preocupar com a Copa do Mundo.
(informações recebidas do site da SEE)
Páginas
- INÍCIO
- PROJETOS
- PAULO FREIRE
- PEDAGOGIA DO OPRIMIDO - PAULO FREIRE
- Paulo Freire - A importância do ato de ler.
- Resumos de obras de Machado de Assis
- Professora sim, tia não. PAULO FREIRE
- PROJETO PARA REFORÇO ESCOLAR
- PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO NACIONAL.
- Desenhos e atividades para o DIA DO TRABALHO - 1º DE MAIO.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Resultado - PROMOÇÃO MÉRITO 2013
Os educadores que participaram do processo de promoção, promovido por meio do Programa de Valorização pelo Mérito, podem consultar suas notas pelo site da VUNESP . Os professores, supervisores de ensino e diretores, que conquistaram um novo salário após passarem por processo de desempenho, devem inserir o CPF para conferir o resultado.
Clique AQUI para consultar a nota.
Para chegar ao resultado final, as notas das provas objetiva e dissertativa foram somadas para obter a média aritmética. Da Faixa 1 para a Faixa 2, foram aprovados os candidatos que conquistaram nota igual ou superior a seis pontos. Já da Faixa 3 para a Faixa 4, foram aprovados os que alcançaram nota igual ou superior a sete pontos. De acordo com o edital, não é possível solicitar revisão da prova dissertativa, seja qual for o motivo alegado.
O resultado da promoção, com a lista de profissionais, foi publicado neste sábado (2), no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a partir da página 67 da Seção II - Executivo. O educador pode utilizar o sistema de busca para saber se foi contemplado.
- Confira AQUI o resultado da promoção no Diário Oficial
O processo de promoção teve a participação de 46,3 mil profissionais. Os docentes promovidos devem esperar um intervalo mínimo de três anos para concorrer em novo processo. A avaliação é repetida anualmente para os profissionais da Educação e os contemplados recebem 10,5% de aumento do salário-base o que também amplia os valores das vantagens financeiras adquiridas durante a vida funcional.
(FONTE: SEE www.educacao.sp.gov.br)
Clique AQUI para consultar a nota.
Para chegar ao resultado final, as notas das provas objetiva e dissertativa foram somadas para obter a média aritmética. Da Faixa 1 para a Faixa 2, foram aprovados os candidatos que conquistaram nota igual ou superior a seis pontos. Já da Faixa 3 para a Faixa 4, foram aprovados os que alcançaram nota igual ou superior a sete pontos. De acordo com o edital, não é possível solicitar revisão da prova dissertativa, seja qual for o motivo alegado.
O resultado da promoção, com a lista de profissionais, foi publicado neste sábado (2), no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a partir da página 67 da Seção II - Executivo. O educador pode utilizar o sistema de busca para saber se foi contemplado.
- Confira AQUI o resultado da promoção no Diário Oficial
O processo de promoção teve a participação de 46,3 mil profissionais. Os docentes promovidos devem esperar um intervalo mínimo de três anos para concorrer em novo processo. A avaliação é repetida anualmente para os profissionais da Educação e os contemplados recebem 10,5% de aumento do salário-base o que também amplia os valores das vantagens financeiras adquiridas durante a vida funcional.
(FONTE: SEE www.educacao.sp.gov.br)
sábado, 7 de setembro de 2013
CONCURSO PARA PROFESSORES - ESTADO DE SÃO PAULO - 2013
Concurso para 59 mil vagas, tem previsão para ser realizado em Novembro de 2013.
Se você deseja ingressar nesta árdua e bela profissão, comece a estudar desde já, os concursos não são fáceis.
Já é possível consultar e estudar o material de referência da prova, que está disponível no site do Centro de Referência Mário Covas, é só clicar no link abaixo e terá acesso ao material.
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ccs_l.php?t=homepeb13
As referências bibliográficas, habilidades e competências requeridas para a prova podem ser consultadas no site:
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/Downloads/ccs/concurso_ingresso_2013/Resolucao_se52_2013.pdf
Boa sorte à todos, não só para realizar a prova, como também para se manter na carreira do Magistério.
Se você deseja ingressar nesta árdua e bela profissão, comece a estudar desde já, os concursos não são fáceis.
Já é possível consultar e estudar o material de referência da prova, que está disponível no site do Centro de Referência Mário Covas, é só clicar no link abaixo e terá acesso ao material.
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ccs_l.php?t=homepeb13
As referências bibliográficas, habilidades e competências requeridas para a prova podem ser consultadas no site:
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/Downloads/ccs/concurso_ingresso_2013/Resolucao_se52_2013.pdf
Boa sorte à todos, não só para realizar a prova, como também para se manter na carreira do Magistério.
domingo, 18 de agosto de 2013
O professor e os desafios desta profissão.
Durante minha experiência no magistério, me pegava pensando, se realmente, eu e meus colegas tínhamos a formação adequada para sermos educadores.
Para mim estava claro, que não era suficiente dominar a minha disciplina (Língua Portuguesa), saber regras, conceitos... Havia necessidade de saber como passar este meu conhecimento aos alunos.
Muitas vezes planejava o conteúdo a ser trabalhado em determinada série, mas não planejava COMO este conteúdo deveria ser trabalhado, ou simplesmente decidia se iria "passar a matéria na lousa", ditar, ou já levar impresso. Mas estas decisões não levavam em conta qual método de ensino eu iria utilizar. E hoje, afastada das salas de aulas por um sentimento de impotência, medo e fragilidade, me faz refletir melhor.
Leia mais:
Para mim estava claro, que não era suficiente dominar a minha disciplina (Língua Portuguesa), saber regras, conceitos... Havia necessidade de saber como passar este meu conhecimento aos alunos.
Muitas vezes planejava o conteúdo a ser trabalhado em determinada série, mas não planejava COMO este conteúdo deveria ser trabalhado, ou simplesmente decidia se iria "passar a matéria na lousa", ditar, ou já levar impresso. Mas estas decisões não levavam em conta qual método de ensino eu iria utilizar. E hoje, afastada das salas de aulas por um sentimento de impotência, medo e fragilidade, me faz refletir melhor.
Leia mais:
PROVA - PROMOÇÃO MÉRITO 2013
Chegou a hora professores, novamente serão avaliados.
No dia 25 de agosto, devem realizar a prova, às 8h, os professores que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental e os docentes de disciplinas em extinção. No mesmo dia, às 14h, deverão se apresentar para o exame os integrantes do suporte pedagógico e os educadores da Educação Especial.
Já no dia 1º de setembro, fazem a prova os professores das disciplinas de Língua Portuguesa, Inglês, Alemão, Espanhol, Francês, Italiano, Arte, Educação Física, Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, Biologia, Física, Química, História, Geografia, Filosofia, Sociologia e Psicologia, que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Maiores informações:
secretaria da educação
Vunesp
Confira a definição dos perfis de competência e habilidades requeridos para os servidores da rede estadual, como também a bibliografia de referência para todos os campos de atuação estabelecidas na Resolução SE 70, de 26-10-2010 e na Resolução SE 13, de 3/3/2011, bem como a emenda constante da Resolução SE 37, de 07/06/2013.
Fonte: secretaria estadual de educação.
No dia 25 de agosto, devem realizar a prova, às 8h, os professores que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental e os docentes de disciplinas em extinção. No mesmo dia, às 14h, deverão se apresentar para o exame os integrantes do suporte pedagógico e os educadores da Educação Especial.
Já no dia 1º de setembro, fazem a prova os professores das disciplinas de Língua Portuguesa, Inglês, Alemão, Espanhol, Francês, Italiano, Arte, Educação Física, Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, Biologia, Física, Química, História, Geografia, Filosofia, Sociologia e Psicologia, que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Maiores informações:
secretaria da educação
Vunesp
Confira a definição dos perfis de competência e habilidades requeridos para os servidores da rede estadual, como também a bibliografia de referência para todos os campos de atuação estabelecidas na Resolução SE 70, de 26-10-2010 e na Resolução SE 13, de 3/3/2011, bem como a emenda constante da Resolução SE 37, de 07/06/2013.
Fonte: secretaria estadual de educação.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
AUMENTO SALARIAL PARA PROFESSORES 2013
Salário 8,1% maior será pago aos 415 mil servidores da rede nessa quarta-feira (7)
Categoria
A ação é parte de uma Política Salarial inédita, que determinou reajuste de 45% em quatro anos
Na próxima quarta-feira (7), 270 mil funcionários dos quadros do magistério e de apoio escolar da Secretaria da Educação vão receber o salário 8,1% maior. O aumento, sancionado em julho deste ano, vale também para 145 mil funcionários aposentados.
Com o aumento, o salário inicial de um professor que leciona para classes de anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio – com jornada de 40 horas semanais - passa dos atuais R$ 2.088,27 para R$ 2.257,84, por exemplo. Com o novo reajuste previsto para 2014, a remuneração deste docente chegará a 2.415,89.
A ação é parte de uma Política Salarial inédita, que determinou reajuste de 45%, em quatro anos, para os funcionários da rede estadual de ensino paulista.
FONTE: www.educacao.sp.gov.br
domingo, 28 de julho de 2013
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO PARA PROFESSORES - INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 04/08/2013
Especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola recebe inscrições de educadores
Categoria
São oferecidas 300 vagas, em seis cidades, para curso gratuito; seleção será feita pela Fuvest
Educadores do Estado de São Paulo podem se inscrever, até 4 de agosto, para o processo seletivo do curso de Especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola, oferecido em parceria pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Fuvest, mediante o preenchimento da ficha de inscrição e o pagamento da taxa de R$ 65,00 na rede bancária.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Fuvest, mediante o preenchimento da ficha de inscrição e o pagamento da taxa de R$ 65,00 na rede bancária.
O curso é semipresencial e gratuito. São oferecidas 300 vagas, distribuídas nas cidades de Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos e São Paulo. O curso dura 16 meses e tem carga horária de 480 horas, sendo 360 horas de atividades didáticas e outras 120 horas para elaboração de monografia. Os encontros presenciais ocorrerão uma vez por semana.
Processo seletivo
Para se inscrever, o candidato deverá ser portador de diploma de Ensino Superior e atuar como professor, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor em instituição de Educação Infantil, de Ensino Fundamental, Ensino Médio ou profissional no Estado de São Paulo, no exercício da profissão.
A seleção será realizada por meio de exame presencial, que acontecerá no dia 11 de agosto, às 10h. Os locais de prova serão divulgados no site da Fuvest. A avaliação será constituída por uma redação em Língua Portuguesa, com tema relacionado aos objetivos do curso.
O ingresso no curso será realizado mediante processo classificatório, com o aproveitamento dos candidatos classificados até o limite de vagas fixadas para cada horário e local de realização da parte presencial do curso.
Em caso de dúvidas, o candidato poderá obter mais informações no site da Fuvest ou da Univesp.
FONTE: SITE DA SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO
sábado, 16 de março de 2013
Crianças fora da escola somam mais de 3 milhões
Segundo pesquisa do IBGE, realizada em 2011, mais de 3 milhões de crianças em idade escolar (dos 4 aos 17 anos) estão fora da Escola.
Há uma meta estipulada pelo Governo Federal de que, até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, 98% das crianças e jovens de 4 a 17 anos estejam matriculados na escola, mas estamos muito distantes desta meta, atualmente temos 92% das crianças matriculadas.
Matriculadas... apenas matriculadas, se elas estão tendo aulas de qualidade, se elas estão sendo bem atendidas, se tem merenda de qualidade, já é uma outra história...
Qual será a porcentagem destas crianças que sabem ler e interpretar? Que sabem fazer as quatro operações fundamentais da matemática?
Estes números são apenas dos matriculados ... da quantidade ... não da qualidade.
Há uma meta estipulada pelo Governo Federal de que, até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, 98% das crianças e jovens de 4 a 17 anos estejam matriculados na escola, mas estamos muito distantes desta meta, atualmente temos 92% das crianças matriculadas.
Matriculadas... apenas matriculadas, se elas estão tendo aulas de qualidade, se elas estão sendo bem atendidas, se tem merenda de qualidade, já é uma outra história...
Qual será a porcentagem destas crianças que sabem ler e interpretar? Que sabem fazer as quatro operações fundamentais da matemática?
Estes números são apenas dos matriculados ... da quantidade ... não da qualidade.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
APOIO A DOCENTES AJUDA ALUNOS POBRES A APRENDER.
Apoio a docentes ajuda alunos pobres a aprender
Análise de escolas públicas bem avaliadas mostra que engajamento das secretarias e acompanhamento individual são diferenciais
OCIMARA BALMANT - O Estado de S.Paulo
Apesar de a condição econômica e a escolaridade dos pais influenciarem no
aprendizado - crianças de nível socioeconômico baixo tendem a ter menos
estímulos em casa e menor acesso a materiais pedagógicos -, as escolas que
atendem alunos mais pobres podem, sim, oferecer um ensino de excelência que seja
assimilado por toda a turma.
O que sobrou da sala de aula - por: José de Souza Martins.
O que sobrou da sala de aula
Reflexão para um tempo de altas apostas na educação: a praga do economismo não distingue uma escola de uma fábrica de pregos
José de Souza Martins* - O Estado de S.
Paulo
Já foi o tempo em que a educação fazia parte do cardápio de otimismos que se
costuma apresentar nas passagens de ano. No último meio século, a educação
pública e gratuita, que garantira a formação de grandes nomes e grandes
competências nas várias profissões, que assegurara o grande salto da sociedade
escravista à sociedade moderna, foi progressivamente diminuída e até
injustamente satanizada em nome de interesses que não são os do bem comum. O
estado de anomia em que se encontra a educação brasileira pede, sem dúvida, a
reflexão crítica dos especialistas, mas uma crítica que a situe na trama própria
de tendências problemáticas da modernidade sem rumo para que seja compreendida e
superada.
A educação brasileira foi atacada por três pragas que subverteram a precedência do propriamente educativo na função da escola e do processo educacional: o economismo, o corporativismo e o populismo. O economismo na educação não distingue entre uma escola e uma fábrica de pregos. A pedagogia do economismo confunde aluno com produto e trata a educação e o educador na perspectiva da produtividade, da coisa sem vida, da linha de produção. Importam as quantidades da relação custo-benefício. Não importa se da escola não sai a pessoa propriamente formada, transformada. Importam os números, os índices, os cifrões. Presenciei os efeitos dessa mentalidade na apresentação de um grupo de militantes da causa das cotas raciais perante o conselho universitário de uma das três universidades públicas de São Paulo, de que sou membro. Aliás, nenhum deles propriamente negro: "Não queremos vagas em qualquer curso; queremos em engenharia e medicina, cursos que dão dinheiro", frisaram.
Quer o governo que os royalties do pré-sal sejam destinados à educação e nem temos certeza de que isso acontecerá. Os políticos têm outras prioridades, especialmente a das urnas. Já estamos gastando o dinheiro que ainda não saiu do fundo do mar. Mas não sabemos em que esse dinheiro fará o milagre de transformar, expandir e melhorar a educação brasileira e de elevar substancialmente o nível da formação cultural das novas gerações. Dinheiro não educa. Quem educa, ainda hoje, é o educador. É inútil ter máquinas, computadores, tecnologia, maravilhas eletrônicas na sala de aula se, por trás de tudo isso, não houver um educador. Se não houver aquele ser humano especializado que faz a ligação dinâmica entre as possibilidades biográficas do educando e os valores e requisitos de um projeto de nação, a nossa comunidade de destino. Se não houver, sobretudo, a interação viva entre quem educa e quem é educado, se não houver a recíproca construção de quem ensina e de quem aprende. Se não houver a poesia deste verso de Vinicius de Moraes: "E um fato novo se viu que a todos admirava: o que o operário dizia, outro operário escutava".
O corporativismo transformou o professor de educador em militante de causa própria porque a serviço da particularidade da classe social e não a serviço da universalidade do homem. Não há dúvida de que o salário que valorize devidamente o educador e a educação é uma das premissas da revolução educacional de que carecemos. Do povoado do sertão ao câmpus universitário da metrópole, o educador tem carências que não são as carências do Fome Zero. Educação não é farinha de mandioca. "Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê", dizia Monteiro Lobato, em relação a um item da cesta básica do educador. Fome de educador não é fome de demagogo nem pode ser. Privá-lo dos meios para se educar, reeducar e poder educar é desnutri-lo.
A partidarização de todos os âmbitos da sociedade brasileira, até da religião, levou para dentro da educação os pressupostos da luta de classes. O militante destruiu o educador, drenou da educação a seiva vital que lhe é necessária para ser instrumento de socialização, de renovação e de criação social. A educação só o é na perspectiva dos valores da universalidade do homem, como instrumento de humanização e não como instrumento de segregação e de polarização ideológica, instrumento do que separa e não instrumento do que junta. Na escola, a ideologia desconstrói a escola em nome do que a escola não é.
O populismo, por sua vez, transformou a educação em meio de barganha política, instrumento de dominação, falsificação de direitos em nome de privilégios. O direito que nega a universalidade do homem nega-se como direito. Pela orientação populista, o importante não é que saiam da escola alunos bem formados, capazes de superações, gente a serviço do País. Nas limitações desse horizonte, o importante é que da escola saiam votos, obediências, o ser carneiril das sujeições, e não o cidadão das decisões.
A escola vem sendo derrotada todos os dias, do jardim da infância à universidade, pela educação difusa e extraescolar dos poderosos meios de produção e difusão do conhecimento que já não estão nas mãos do educador. A escola é cada vez mais resíduo de poderes e vontades que estão longe da sala de aula.
* JOSÉ DE SOUZA MARTINS É SOCIÓLOGO, PROFESSOR EMÉRITO DA USP, AUTOR DE A POLÍTICA DO BRASIL: LÚMPEN E MÍSTICO (CONTEXTO)
FONTE: O ESTADO DE SÃO PAULO.
A educação brasileira foi atacada por três pragas que subverteram a precedência do propriamente educativo na função da escola e do processo educacional: o economismo, o corporativismo e o populismo. O economismo na educação não distingue entre uma escola e uma fábrica de pregos. A pedagogia do economismo confunde aluno com produto e trata a educação e o educador na perspectiva da produtividade, da coisa sem vida, da linha de produção. Importam as quantidades da relação custo-benefício. Não importa se da escola não sai a pessoa propriamente formada, transformada. Importam os números, os índices, os cifrões. Presenciei os efeitos dessa mentalidade na apresentação de um grupo de militantes da causa das cotas raciais perante o conselho universitário de uma das três universidades públicas de São Paulo, de que sou membro. Aliás, nenhum deles propriamente negro: "Não queremos vagas em qualquer curso; queremos em engenharia e medicina, cursos que dão dinheiro", frisaram.
Quer o governo que os royalties do pré-sal sejam destinados à educação e nem temos certeza de que isso acontecerá. Os políticos têm outras prioridades, especialmente a das urnas. Já estamos gastando o dinheiro que ainda não saiu do fundo do mar. Mas não sabemos em que esse dinheiro fará o milagre de transformar, expandir e melhorar a educação brasileira e de elevar substancialmente o nível da formação cultural das novas gerações. Dinheiro não educa. Quem educa, ainda hoje, é o educador. É inútil ter máquinas, computadores, tecnologia, maravilhas eletrônicas na sala de aula se, por trás de tudo isso, não houver um educador. Se não houver aquele ser humano especializado que faz a ligação dinâmica entre as possibilidades biográficas do educando e os valores e requisitos de um projeto de nação, a nossa comunidade de destino. Se não houver, sobretudo, a interação viva entre quem educa e quem é educado, se não houver a recíproca construção de quem ensina e de quem aprende. Se não houver a poesia deste verso de Vinicius de Moraes: "E um fato novo se viu que a todos admirava: o que o operário dizia, outro operário escutava".
O corporativismo transformou o professor de educador em militante de causa própria porque a serviço da particularidade da classe social e não a serviço da universalidade do homem. Não há dúvida de que o salário que valorize devidamente o educador e a educação é uma das premissas da revolução educacional de que carecemos. Do povoado do sertão ao câmpus universitário da metrópole, o educador tem carências que não são as carências do Fome Zero. Educação não é farinha de mandioca. "Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê", dizia Monteiro Lobato, em relação a um item da cesta básica do educador. Fome de educador não é fome de demagogo nem pode ser. Privá-lo dos meios para se educar, reeducar e poder educar é desnutri-lo.
A partidarização de todos os âmbitos da sociedade brasileira, até da religião, levou para dentro da educação os pressupostos da luta de classes. O militante destruiu o educador, drenou da educação a seiva vital que lhe é necessária para ser instrumento de socialização, de renovação e de criação social. A educação só o é na perspectiva dos valores da universalidade do homem, como instrumento de humanização e não como instrumento de segregação e de polarização ideológica, instrumento do que separa e não instrumento do que junta. Na escola, a ideologia desconstrói a escola em nome do que a escola não é.
O populismo, por sua vez, transformou a educação em meio de barganha política, instrumento de dominação, falsificação de direitos em nome de privilégios. O direito que nega a universalidade do homem nega-se como direito. Pela orientação populista, o importante não é que saiam da escola alunos bem formados, capazes de superações, gente a serviço do País. Nas limitações desse horizonte, o importante é que da escola saiam votos, obediências, o ser carneiril das sujeições, e não o cidadão das decisões.
A escola vem sendo derrotada todos os dias, do jardim da infância à universidade, pela educação difusa e extraescolar dos poderosos meios de produção e difusão do conhecimento que já não estão nas mãos do educador. A escola é cada vez mais resíduo de poderes e vontades que estão longe da sala de aula.
* JOSÉ DE SOUZA MARTINS É SOCIÓLOGO, PROFESSOR EMÉRITO DA USP, AUTOR DE A POLÍTICA DO BRASIL: LÚMPEN E MÍSTICO (CONTEXTO)
FONTE: O ESTADO DE SÃO PAULO.
ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL
Novo modelo chega a 21 escolas do ensino fundamental
04 de janeiro de 2013 | 2h 05
O Estado de S.Paulo
Em vez de o modelo mais antigo influenciar o novo, na educação estadual
ocorre o contrário. É o novo projeto, iniciado em 2012 no ensino médio, que
orientou as mudanças na educação fundamental. A partir deste ano, 21 escolas do
ciclo 2 (5.ª à 8.ª série) vão contar com a nova proposta. Outras duas oferecerão
o ciclo 2 e o ensino médio.
Essas escolas passam a contar com jornada de 8h40. Uma mudança na escola é que os professores passam a ter regime de dedicação plena e integral. Na sala de aula haverá um currículo básico e disciplinas eletivas e orientação para estudos. No lugar das atuais oito oficinas, haverá somente duas: hora da leitura e experiências matemáticas. Nesse nível de ensino também haverá a elaboração do projeto de vida, "mas focado na continuidade do estudo e na educação para valores humanos", segundo informou a secretaria.
Para não ter um impacto negativo como houve em 2006, ao se impor o sistema integral a mais de 500 escolas, o Estado definiu que o modelo só seria adotado nas unidades com aprovação da comunidade escolar. A medida democrática dificultou os planos da secretaria de promover uma expansão mais significativa do modelo. Das 121 escolas onde o projeto foi oferecido, 68 delas (56%) recusaram.
A ideia do governo era, no ensino médio, ampliar para 100 escolas já em 2013 - o modelo foi iniciado em 2012 em 16 unidades. Com as recusas, o novo ensino integral vai chegar a 31 escolas dessa etapa. Dessa forma, fica ainda maior o desafio de alcançar 300 escolas até 2014, plano inicial da pasta.
A preocupação com o tempo integral faz parte, segundo o governo, dos esforços para colocar o sistema educacional de São Paulo entre os 25 melhores do mundo até 2030. Hoje, é o 53.º entre 65, considerando simulação que apresenta São Paulo como um país no Programa Internacional de Avaliação (Pisa).
No Ideb de 2011, a rede estadual ficou estagnada no ensino fundamental. O ciclo 1, de 1.ª à 4.ª série, teve nota 5,4 e o final, da 5.ª à 8.ª série, 4,3.
Já no ensino médio, em que o avanço é mais difícil em todo o País, o Estado de São Paulo teve aumento de 3,6 para 3,9. / P.S.
FONTE: O ESTADO DE SÃO PAULO.
Essas escolas passam a contar com jornada de 8h40. Uma mudança na escola é que os professores passam a ter regime de dedicação plena e integral. Na sala de aula haverá um currículo básico e disciplinas eletivas e orientação para estudos. No lugar das atuais oito oficinas, haverá somente duas: hora da leitura e experiências matemáticas. Nesse nível de ensino também haverá a elaboração do projeto de vida, "mas focado na continuidade do estudo e na educação para valores humanos", segundo informou a secretaria.
Para não ter um impacto negativo como houve em 2006, ao se impor o sistema integral a mais de 500 escolas, o Estado definiu que o modelo só seria adotado nas unidades com aprovação da comunidade escolar. A medida democrática dificultou os planos da secretaria de promover uma expansão mais significativa do modelo. Das 121 escolas onde o projeto foi oferecido, 68 delas (56%) recusaram.
A ideia do governo era, no ensino médio, ampliar para 100 escolas já em 2013 - o modelo foi iniciado em 2012 em 16 unidades. Com as recusas, o novo ensino integral vai chegar a 31 escolas dessa etapa. Dessa forma, fica ainda maior o desafio de alcançar 300 escolas até 2014, plano inicial da pasta.
A preocupação com o tempo integral faz parte, segundo o governo, dos esforços para colocar o sistema educacional de São Paulo entre os 25 melhores do mundo até 2030. Hoje, é o 53.º entre 65, considerando simulação que apresenta São Paulo como um país no Programa Internacional de Avaliação (Pisa).
No Ideb de 2011, a rede estadual ficou estagnada no ensino fundamental. O ciclo 1, de 1.ª à 4.ª série, teve nota 5,4 e o final, da 5.ª à 8.ª série, 4,3.
Já no ensino médio, em que o avanço é mais difícil em todo o País, o Estado de São Paulo teve aumento de 3,6 para 3,9. / P.S.
FONTE: O ESTADO DE SÃO PAULO.
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